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01 junho 2016

Estudo Romanos 8.18-39

Romanos: 8. 18-39 Pois tenho para mim que as aflições deste tempo presente não se podem comparar com a glória que em nós há de ser revelada. Porque a criação aguarda com ardente expectativa a revelação dos filhos de Deus. Porquanto a criação ficou sujeita à vaidade, não por sua vontade, mas por causa daquele que a sujeitou, na esperança de que também a própria criação há de ser liberta do cativeiro da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus. Porque sabemos que toda a criação, conjuntamente, geme e está com dores de parto até agora; e não só ela, mas até nós, que temos as primícias do Espírito, também gememos em nós mesmos, aguardando a nossa adoção, a saber, a redenção do nosso corpo. Porque na esperança fomos salvos. Ora, a esperança que se vê não é esperança; pois o que alguém vê, como o espera? Mas, se esperamos o que não vemos, com paciência o aguardamos. Do mesmo modo também o Espírito nos ajuda na fraqueza; porque não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o Espírito mesmo intercede por nós com gemidos inexprimíveis.  E aquele que esquadrinha os corações sabe qual é a intenção do Espírito: que ele, segundo a vontade de Deus, intercede pelos santos. E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito. Porque os que dantes conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos; e aos que predestinou, a estes também chamou; e aos que chamou, a estes também justificou; e aos que justificou, a estes também glorificou.
Que diremos, pois, a estas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós? Aquele que nem mesmo a seu próprio Filho poupou, antes o entregou por todos nós, como não nos dará também com ele todas as coisas? Quem intentará acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica;  Quem os condenará? Cristo Jesus é quem morreu, ou antes quem ressurgiu dentre os mortos, o qual está à direita de Deus, e também intercede por nós; quem nos separará do amor de Cristo? a tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada?  Como está escrito: Por amor de ti somos entregues à morte o dia todo; fomos considerados como ovelhas para o matadouro. Mas em todas estas coisas somos mais que vencedores, por aquele que nos amou.  Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem anjos, nem principados, nem coisas presentes, nem futuras, nem potestades,  nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor. - Bíblia JFA Offline


19 dezembro 2013

1 Coríntios 1.26-29

Irmãos, reparai, pois, na vossa vocação; visto que não foram chamados muitos sábios segundo a carne, nem muitos poderosos, nem muitos de nobre nascimento; pelo contrário, Deus escolheu as coisas loucas do mundo para envergonhar os sábios e escolheu as coisas fracas do mundo para envergonhar as fortes; e Deus escolheu as coisas humildes do mundo, e as desprezadas, e aquelas que não são, para reduzir a nada as que são; a fim de que ninguém se vanglorie na presença de Deus.” (1 Coríntios 1.26-29)

Grande parte dos problemas da Igreja de Corinto estavam relacionados ao orgulho, era o orgulho que fazia uns se dizerem de Paulo, outros de Cefas e outros de Cristo. Era o orgulho que fazia um irmão considerar-se mais que o outro de acordo com algum dom que Deus tenha concedido a esse. Para quebrar qualquer orgulho Paulo precisa deixar claro que Deus não escolhe ninguém baseado naquilo que as pessoas são, pelo contrário, escolhe aqueles que nada são.

Essa verdade enfatizada pelo apóstolo Paulo está presente em toda Bíblia. Comecemos por Abraão, não vemos na Bíblia que a escolha do patriarca tenha sido feita baseada em uma característica dele em especial, “disse o SENHOR  a Abrão: Sai da tua terra...” . O Patriarca já era um homem idoso, e sua mulher Sara já tinha “cessado o costume das mulheres” quando lhes foi prometido uma descendência. Deus escolheu um idoso e uma idosa como pais de uma nação. Podemos continuar falando de Jacó, um enganador,  usurpador. Jacó não seria o herdeiro natural por não ser o primogênito, apesar da promessa antes do nascimento dele envolver ele. Além de tudo era um trapaceiro e enganador, no entanto Deus escolheu ele como pai da nação de Israel. Jacó gostava de Raquel, foi enganado pelo sogro quando casou com Lia. Porém, de Lia a rejeitada venho o primogênito, de Lia vieram seis filhos e uma filha, entre eles Levi, de quem viriam os sacerdotes e Judá do qual viria Davi e depois Cristo.
Dentre os filhos de Jacó, Deus escolheu o mais novo para salvar sua própria família e o seu povo, aquele que era odiado pelos irmãos foi colocado em posição superior a esses.

No período dos juízes poderíamos citar o mal falado Sansão, alguém que quebrou os votos que fez e com uma cegueira quase infantil foi enganado pela mulher que amava. No entanto depois de arrepender-se na sua morte foi usado para cumprir a promessa que lhe foi feita antes do nascimento “começará a livrar Israel do poder dos filisteus”.
O que poderíamos dizer de Rute, uma moabita, mulher de um povo inimigo de Israel, povo que descendia da relação incestuosa de Ló com sua filha. No entanto Deus usou essa mulher não só como instrumento para resgatar a sua sogra Noemi, mas a usou para ser bisavó de Davi.
E Davi, mais um exemplo de que a escolha vem de Deus, dentre os filhos de Jesse Davi seria a última escolha de Samuel, no entanto o filho que restou no campo a quem nem o próprio pai imaginara rei foi o escolhido de Deus para o cargo. O reinado de  Davi continua não no primogênito, mas continua em Salomão filho de Bate-Seba, mulher com a qual Davi adulterou ,e por isso o primeiro filho morreu, porém do segundo filho venho aquele que seria o rei mais sábio de Israel.
Ezequias, rei que restabeleceu o culto a Deus era filho do terrível rei Acaz, rei que queimou até seus próprios filhos a deuses estranhos. Josias assim como Ezequias era filho do idólatra rei Amom e também foi usado por Deus para restaurar Israel.
Foi um copeiro do rei, Neemias que Deus utilizou para liderar a reedificação dos muros de Jerusálem.
Já no novo testamento, vemos que não foi em nenhuma cidade grande e sintuosa que Cristo nasceu, mas na pequena Belém. Não foi em um palácio mas numa manjedoura. Seus discípulos não foram os (que se consideravam instruídos) fariseus, mas entre eles estavam pescadores e cobradores de impostos.
E para que o evangelho chegasse aos gentios, cumprindo uma promessa que havia sido feita a Abraão, Deus escolheu um zeloso fariseu, Saulo de Tarso, um ardente perseguidor de cristãos tornou-se perseguido por Cristo e Deus o usou para que o evangelho chegasse até a grande Roma.
Poderíamos ainda encontrar outros exemplos bíblicos, encontraríamos muitos, poderíamos na história olhar para Agostinho, Lutero, Calvino, John Knox, Edwards, Lloyde-Jones e chegaríamos a mesma conclusão que “Deus escolheu as coisa loucas do mundo para envergonhar os sábios e escolheu as coisas fracas do mundo para envergonhar as fortes”.

Sabendo que desse modo Deus faz as coisas como poderíamos nós ainda nos orgulhar, a não ser que cumpramos a ordem do apóstolo “Aquele que se gloria, glorie-se no Senhor”.
Isso não só deve derrubar o nosso orgulho, mas deve exaltar a nossa esperança, certamente olhando para a Igreja, para os homens e mulheres que fazem parte dela não restaria a nós muitos motivos de esperança. Mas Deus pode usar, e constantemente usa os fracos, Deus pode usar quem hoje zomba do evangelho como um grande pregador, pode usar pessoas desconhecidas como instrumentos de grandes reavivamentos.
Portanto, devemos nos despir de todo orgulho e desesperança, não somos nada mas Deus pode nos usar, louvado seja o nome do Senhor.

Autor: Ivan Junior

22 abril 2013

Cristãos chineses escolhendo a “Teologia da Resistência” – Nancy Pearcey



Na China, o cristianismo está crescendo tão rápido que os chineses podem bem se tornar a maioria dentro do mundo cristão. E qual “ramo” da teologia eles estão escolhendo? O Calvinismo – porque é a “teologia da resistência” aos poderes injustos, como observou Andrew Brown no jornal inglês The Guardian em 2009. Para citar Brown.
‘Calvinismo não é uma religião de subserviência a qualquer governo. Os grandes mitos nacionais das culturas calvinistas são todos de guerras contra opressores imperialistas: Os holandeses contra os espanhóis; os escoceses contra os ingleses; os americanos contra os britânicos. Então quando as primeiras Igrejas locais chinesas emergiram dos escombros da revolução cultural dos anos 80 e 90 “Eles começaram a pesquisar qual teologia iria os manter e informar. Eles leram Lutero e disseram “ele não”. Então eles leram Calvino e disseram, “ele, porque ele tem a teologia da resistência”.’
Original: Aqui
Tradução: Ivan Junior

10 abril 2013

Podemos ter esperança?


Filho do homem, acaso poderão reviver estes ossos? (Ezequiel 37.3)

Quando olhamos para a situação da igreja hoje não vemos nada que nos dê esperança em relação ao futuro. Vemos pastores que exploram suas ovelhas em vez de pastoreá-las, igrejas divididas, líderes com características totalmente distantes daquelas exigidas na Palavra, cultos nos quais todos são adorados menos o Único Deus verdadeiro. Se olharmos para o mundo, o qual está como está por culpa da Igreja, há ainda mais motivos para se desesperar. Filhos que constantemente desonram seus pais, o casamento tornando-se cada vez mais temporário, o homossexualismo se tornando aceitável e louvável, a indústria pornográfica crescendo na internet e até mesmo na literatura (entre os livros mais vendidos estão livros que oferecem o “soft porn”), jovens e famílias destruídos pelas drogas.
Todas essas coisas levam muitos cristãos a crerem que as coisas so irão piorar, “o amor se esfriará de quase todos[1]. Só resta esperarmos ser arrebatados porque esse mundo está perdido. Talvez seja esse o pensamento de muitos, mas será que a Bíblia ensina isso?
A contrário do que muitos pensam vemos na Bíblia uma mensagem de esperança. Cristo não promete apenas que a Igreja permanecerá para sempre[2]mas que seu reino crescerá como a semente de mostarda[3], seu reino iniciou-se em sua vinda[4] e crescerá até o último inimigo ser derrotado[5].
Todavia, como manter essa esperança pensando em todas as situações mencionadas no 1º parágrafo? Será que todas as mensagens de esperança de crescimento do reino devem ser interpretadas de outra forma? O desenrolar da história não tem mostrado que quem crê assim está errado?
Primeiro, devemos dizer que a própria história nos ensina a não olhar paras circunstâncias. Já houve um período em que a Bíblia se tornou um livro restrito de acesso a poucos homens, que os cristão adoravam imagens, rezavam aos mortos e consideravam a salvação uma obra humana,  até pagavam por ela, e homens como Jan Huss que se opuseram a esses erros foram mortos. Quem poderia ter esperança em uma situação assim? No entanto foi quando a Igreja se encontrava nessa situação que aconteceu talvez um dos maiores reavivamentos da história, que transformou toda  Europa e trouxe frutos dos quais até hoje desfrutamos.
Também acho importante darmos uma olhada em um texto, muitos outros poderiam ser usados como o mesmo propósito.
Veio sobre mim a mão do SENHOR; ele me levou pelo Espírito do SENHOR e me deixou no meio de um vale que estava cheio de ossos,  e me fez andar ao redor deles; eram mui numerosos na superfície do vale e estavam sequíssimos.  Então, me perguntou: Filho do homem, acaso, poderão reviver estes ossos? Respondi: SENHOR Deus, tu o sabes. Disse-me ele: Profetiza a estes ossos e dize-lhes: Ossos secos, ouvi a palavra do SENHOR.  Assim diz o SENHOR Deus a estes ossos: Eis que farei entrar o espírito em vós, e vivereis.  Porei tendões sobre vós, farei crescer carne sobre vós, sobre vós estenderei pele e porei em vós o espírito, e vivereis. E sabereis que eu sou o SENHOR. Então, profetizei segundo me fora ordenado; enquanto eu profetizava, houve um ruído, um barulho de ossos que batiam contra ossos e se ajuntavam, cada osso ao seu osso. Olhei, e eis que havia tendões sobre eles, e cresceram as carnes, e se estendeu a pele sobre eles; mas não havia neles o espírito. Então, ele me disse: Profetiza ao espírito, profetiza, ó filho do homem, e dize-lhe: Assim diz o SENHOR Deus: Vem dos quatro ventos, ó espírito, e assopra sobre estes mortos, para que vivam. Profetizei como ele me ordenara, e o espírito entrou neles, e viveram e se puseram em pé, um exército sobremodo numeroso. Então, me disse: Filho do homem, estes ossos são toda a casa de Israel. Eis que dizem: Os nossos ossos se secaram, e pereceu a nossa esperança; estamos de todo exterminados. Portanto, profetiza e dize-lhes: Assim diz o SENHOR Deus: Eis que abrirei a vossa sepultura, e vos farei sair dela, ó povo meu, e vos trarei à terra de Israel. Sabereis que eu sou o SENHOR, quando eu abrir a vossa sepultura e vos fizer sair dela, ó povo meu. Porei em vós o meu Espírito, e vivereis, e vos estabelecerei na vossa própria terra. Então, sabereis que eu, o SENHOR, disse isto e o fiz, diz o SENHOR.” (Ezequiel 37.1-14)
Ezequiel profetizou no período que o povo foi levado em cativeiro, sem muito motivo de esperança, e foi levado a tem uma visão que também não dava muita esperança. Quem teria esperança sendo levado a uma espécie de cemitério? Porém, a Palavra da Deus transforma esse bando de ossos, não só ossos secos, mas sequíssimos, em um exército sobremodo numeroso. A lição aqui é clara, não importa a circunstância, Deus pode fazer um exército de um bando de mortos. Olhar para as situações e com isso perder as esperanças é desprezar aquele que é Senhor da História. Por mais que nossa sociedade esteja imersa em pecado, devemos lembrar que “onde abundou o pecado, superabundou a graça[6]. Quando alguém debochar das nossas esperanças olhando para as circunstâncias devemos lembrar que por meio de Sua Palavra Deus pode reviver os mortos, e é nessas situações que “Sabereis que eu sou o SENHOR, quando eu abrir a vossa sepultura e vos fizer sair dela”.

   Será que você ainda tem motivos para não ter esperança?



[1] Mateus 24.12 “E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor se esfriará de quase todos.
[2] Mateus 16.18 “Também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela.
[3] Mateus 13.31-32 “Outra parábola lhes propôs, dizendo: O reino dos céus é semelhante a um grão de mostarda, que um homem tomou e plantou no seu campo; o qual é, na verdade, a menor de todas as sementes, e, crescida, é maior do que as hortaliças, e se faz árvore, de modo que as aves do céu vêm aninhar-se nos seus ramos.”
[4] Mateus 12.28 “Se, porém, eu expulso demônios pelo Espírito de Deus, certamente é chegado o reino de Deus sobre vós.
[5] 1 Coríntios 15.24-25 “E, então, virá o fim, quando ele entregar o reino ao Deus e Pai, quando houver destruído todo principado, bem como toda potestade e poder. Porque convém que ele reine até que haja posto todos os inimigos debaixo dos pés.”  Salmo 110.1 “Disse o SENHOR ao meu senhor: Assenta-te à minha direita, até que eu ponha os teus inimigos debaixo dos teus pés.
[6] Romanos 5.20 “Sobreveio a lei para que avultasse a ofensa; mas onde abundou o pecado, superabundou a graça